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Escolha de sistema

Andaime multidirecional ou fachadeiro: qual usar em cada obra

A escolha é decidida pela geometria da frente de serviço. Parede reta, longa e sem interferência é território do andaime fachadeiro: ele é modular, monta rápido e usa poucas peças diferentes. Superfície curva, recuo, sacada, equipamento industrial e planta irregular são território do multidirecional, porque a fixação por garra aceita ângulo variável e fecha arranjo que o quadro fixo não fecha.

Quando a obra tem os dois casos, o normal é usar os dois sistemas, cada um na frente onde rende mais. Escolher um só por preço de diária costuma sair caro na hora da montagem, que é onde o tempo de equipe aparece.

5 min de leitura 977 palavras

Equipamentos industriais verticais envolvidos em andaime, com equipe de montagem em campo

Como cada sistema funciona

O fachadeiro é montado a partir de quadros pré-fabricados, encaixados verticalmente e travados por diagonal. O vão entre quadros é fixo, o piso é padronizado e a montagem é repetitiva. Isso torna a montagem rápida, porque a equipe repete o mesmo gesto pano a pano.

O multidirecional é montado peça a peça, a partir de montantes com pontos de fixação distribuídos ao longo do tubo. Travessa e diagonal entram nesses pontos em ângulos diferentes, o que permite montar planta baixa irregular, anel em torno de equipamento e plataforma em nível variável.

O sistema Tec Lit é multidirecional com fixação por garras. A garra dispensa braçadeira, parafuso e chave de catraca, o que reduz em até 50% o tempo de montagem em relação ao tubo e braçadeira e melhora o travamento em piso de madeira.

Quando o fachadeiro é a escolha certa

  • Fachada reta e contínua, com pano de parede longo e altura constante.
  • Obra residencial ou comercial de geometria regular, sem sacada em balanço nem recuo.
  • Serviço de pintura, revestimento, chapisco e reboco, em que a plataforma acompanha o pano.
  • Frente longa em galpão, muro e cobertura de altura uniforme.
  • Obra em que a velocidade de montagem vale mais que a adaptação, porque a geometria não pede ajuste.

O limite do fachadeiro aparece quando a fachada deixa de ser plana. Sacada, marquise, viga aparente, mudança de alinhamento e recuo obrigam a complementar o sistema, e a partir de certo ponto o complemento vira a maior parte do arranjo.

Quando o multidirecional é a escolha certa

  • Superfície cilíndrica ou poligonal: tanque, digestor, silo, chaminé, torre e vaso.
  • Planta industrial com tubulação, plataforma existente e interferência em todos os níveis.
  • Terreno em declive ou piso irregular, onde a base precisa de ajuste ponto a ponto.
  • Interior de equipamento, com montagem autoportante apoiada no fundo.
  • Frente com nível de plataforma variável, acompanhando o serviço em vez do pavimento.
  • Fachada com sacada, recuo e geometria fora de esquadro.

O ganho não está apenas em conseguir montar. Está em montar sem improviso: cada ponto de fixação é projetado para receber carga, o que não acontece quando a solução é amarrar peça extra com braçadeira em local não previsto.

Comparação direta entre os dois sistemas

Andaime fachadeiro e andaime multidirecional, comparados por critério de obra
CritérioFachadeiroMultidirecional
Geometria que atendeParede reta e contínuaReta, curva, irregular e interna
MontagemRápida e repetitiva, por quadroPeça a peça, com ajuste por ponto
Variedade de peçaPoucos tiposMais tipos, com mais combinações
Nível de plataformaFixo pelo módulo do quadroAjustável ao longo do montante
Superfície cilíndricaExige complementoFecha o anel diretamente
Interior de equipamentoPouco adequadoArranjo autoportante em anel
Obra típicaFachada, galpão, muroIndústria, parada, tanque, torre

E o tubo e braçadeira, onde entra?

O tubo e braçadeira continua sendo o sistema mais flexível de todos, porque a braçadeira aceita qualquer ponto do tubo e qualquer ângulo. O custo dessa flexibilidade é o tempo: cada conexão exige aperto com chave, e a montagem é sensivelmente mais lenta que a de um sistema com encaixe.

Ele resolve bem complemento, reforço, arranjo pontual e situação em que nenhum módulo fecha. Como sistema principal de uma frente grande, perde para o multidirecional em produtividade e em uniformidade de travamento.

Muita obra usa os três: fachadeiro no pano reto, multidirecional na parte irregular e tubo e braçadeira no acerto final. Isso é normal, e é melhor que forçar um sistema onde ele não rende.

Como testar a escolha antes de fechar

Antes de decidir, percorra a frente de serviço com seis perguntas na mão. Elas separam com clareza os casos em que o quadro fixo resolve dos casos em que ele vai exigir complemento a cada dois metros:

  • A superfície é plana e contínua do início ao fim da frente, ou muda de alinhamento em algum ponto?
  • O nível de trabalho é o mesmo em toda a extensão, ou acompanha equipamento em alturas diferentes?
  • Existe sacada, marquise, viga aparente, tubulação ou plataforma que atravesse o plano do andaime?
  • O piso de apoio é regular, ou tem desnível, canaleta, base de máquina e obstáculo?
  • A estrutura recebe amarração em pontos regulares, ou os pontos disponíveis são poucos e dispersos?
  • A frente vai mudar de configuração durante a obra, exigindo remanejamento parcial?

Resposta positiva em duas ou mais dessas perguntas já indica multidirecional na parte afetada. Não é preciso trocar o sistema da obra inteira: o normal é dividir a frente e usar cada sistema onde ele rende.

Vale também olhar quem vai montar. Equipe acostumada a um sistema monta mais rápido nele, e essa familiaridade às vezes vale mais que a diferença teórica de produtividade entre os dois.

O erro mais comum na escolha

O erro que mais aparece é escolher pelo valor do material sem olhar o custo da montagem. Um sistema mais barato por peça que exige o dobro de horas de equipe termina mais caro, e ainda ocupa a frente por mais tempo, o que atrasa o serviço seguinte.

A conta certa junta quatro coisas: material, horas de montagem, tempo de ocupação da frente e desmontagem. Em obra industrial com janela curta, o tempo de ocupação costuma pesar mais que todo o resto.

Normas citadas neste artigo

  • NR 18, Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção

Este texto é orientativo e não substitui o texto oficial das normas nem o procedimento da obra. Em caso de divergência, prevalece a redação vigente da norma.

Autoria e revisão

Publicado por Tec Lit Serviços, empresa de locação, venda, fabricação e montagem de andaime em Aracruz, ES, no mercado desde 1992.

Revisão técnica: [[PENDENTE: nome, função e registro do responsável técnico que revisa os artigos]]

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